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Troféu Cecília Meireles

Por Helena Andrade   /     abr 06, 2015  /     Literatura Nacional  /  

Olá queridos visitantes!

Este mês acontecerá pela sétima vez, na cidade de Itabira em Minas Gerais, a FESTA “MULHERES NOTÁVEIS”, homenageando com o TROFÉU CECÍLIA MEIRELES & CATEGORIA ESPECIAL, aquelas que se destacaram no cenário mineiro e brasileiro, por sua inteligência, coragem e, sobretudo, pela capacidade de modificar o universo social, político e cultural de nosso país com sua sensibilidade e sua visão pessoal do mundo.

Diante de tamanha magnitude, sinto-me honrada por ser indicada para estar entre as homenageadas.

E por receber tamanho reconhecimento, eu quero utilizar este espaço para estender meu agradecimento a dois ícones da Literatura Nacional, que foram fontes de inspiração para o referido prêmio, com quotes sobre suas obras aqui no Blog durante este mês.

A talentosa Cecília, por ter seu nome no troféu, e Carlos Drummond de Andrade, pois não sei se sabem, mas o nobre poeta nasceu em Itabira. Cidade esta que foi fonte de inspiração para um de seus mais famosos poemas, que reproduzo abaixo. 

Minha admiração é profunda por estes dois celebres escritores, cujos trabalhos tornaram a literatura em nosso País mais acessível à todos.

Espero que curtam e que esta singela homenagem resgate um pouco da honorável obra de cada um.

Confidências do Itabirano

Alguns anos vivi em Itabira.
Principalmente nasci em Itabira.
Por isso sou triste, orgulhoso: de ferro.
Noventa por cento de ferro nas calçadas.
Oitenta por cento de ferro nas almas.
E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação.

A vontade de amar, que me paralisa o trabalho,
vem de Itabira, de suas noites brancas, sem mulheres e sem horizontes.

E o hábito de sofrer, que tanto me diverte,
é doce herança itabirana.

De Itabira trouxe prendas diversas que ora te ofereço:
esta pedra de ferro, futuro aço do Brasil,
este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval;
este couro de anta, estendido no sofá da sala de visitas;
este orgulho, esta cabeça baixa…

Tive ouro, tive gado, tive fazendas.
Hoje sou funcionário público.
Itabira é apenas uma fotografia na parede.
Mas como dói!

Por Carlos Drummond de Andrade

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